
Digo isso com propriedade porque vivo essa dupla realidade diariamente, pois, ao mesmo tempo que sou professor, também sou aluno e na faculdade onde estudo a noite, já deu pra reparar que a situação não é muito diferente das salas de aula do ensino médio, aonde sou professor a tarde. Resumindo a situação eu poderia dizer que mudam os personagens mais o cenário continua o mesmo.
Essa falta de interesse pelos estudos, que está visível em todas as etapas escolares (do ensino fundamental à vida acadêmica), reflete no nível de educação do Brasil, que faz com que o sistema educacional brasileiro esteja entre um dos piores do mundo e suas universidades nunca apareça na lista das melhores. Tudo isso por causa do indivíduo que vai à sala de aula e se contenta em ser apenas um mero aluno, quando deveria buscar ser um estudante de verdade.

Claro que no meio desse universo de falsos estudantes, alguns se salvam e buscam a obtenção de conhecimento por si só, sem precisar que ninguém implore pra estudar ou que os pais tenham que comprá-lo fazendo chantagens do tipo: se você estudar eu lhe dou um celular novo ou se você não passar vai ficar sem internet. E é por causa dessa minoria que ainda persistimos e acreditamos que ainda vale a pena insistir mais um pouco e que ainda há esperança para o futuro da educação do Brasil.

Vou continuar minha luta, não só como professor mais também como aluno universitário, pois realmente acredito que podemos melhorar, basta termos uma consciência mais crítica dos nossos atos, estudarmos mais e brincarmos menos. Dessa forma continuarei minha labuta por aqui, fazendo meus textos, escrevendo minhas crônicas e artigos, sobre aquilo que vejo e que não acho certo. Afinal, o Pena não tem pena.
Fui... mas eu volto!!!
Sou formado em História e Geografia e no começo comecei a dar aulas de substituição, só que aqui no estado de São paulo tem a tal progressão continuada onde os alunos não repetem de ano, então eu era um palhaço dando aula, por isso parei!
ResponderExcluirSou pedagoga e tenho experiência nos diversos segmentos da educaÇão (público e particular), além de trabalhar desde a Educação infantil até o Ensino Médio.
ResponderExcluirO que é gritante é a desvalorização do profissional da educação, que atualmente se vê acuado em meio a uma juventude violenta e desinteressada.
Realmente a educação de nosso país grita por socorro...
Abraços.